quinta-feira, 25 de abril de 2013

A importância do Coco seco no Brasil



A produção de coco seca no Brasil concentra-se na região litorânea do Nordeste, cultivado de forma extensiva e/ou semi-extensiva, sendo o fruto comercializado in natura ou vendido para indústrias de alimentos que produzemo leite de coco e/ou coco ralado como principais produtos.
No Brasil, a cocoicultura gera emprego e renda para mais de 500 mil pessoas envolvidas diretamente no processo,além dos inúmeros empregos indiretos gerados ao longo da cadeia produtiva, nos setores secundário e terciário da economia (comércio, transportes, indústria de alimentos, insumos, têxtil, máquinas e equipamentos, embalagens,etc.) A cultura também é importante na formação do Valor Bruto da Produção Agrícola (VBPA) do Nordeste, sendo que a sua participação vem evoluindo positivamente nas últimas três décadas; de 1,77% em 1977, para 2,65% em 1989 (CUENCA, 1997). Em 2000 a cocoicultura chegou a representar 5% do valor gerado por toda agricultura nordestina. Se considerarmos apenas o VBPA gerado pelas fruteiras perenes, a cocoicultura respondeu, em 2000, por 20% do total (IBGE, 2002). Nessa região a cocoicultura gera emprego e renda para mais de 220.0007Sistemas de Produção 01 – Embrapa Tabuleiros Costeiros sistema de Produção para a Cultura do Coqueiro produtores, sendo que mais de 85% deles são pequenos produtores familiares, localizados principalmente nas regiões litorâneas, com propriedades inferiores a 10 ha (IBGE, 1996).

A demanda de matéria-prima por parte das indústrias processadoras, para atender o mercado interno, é de aproximadamente 26.000 toneladas/ano de coco seco ralado (desidratado). As importações crescentes durante a década de 90 chegaram em 1996 ao pico máximo de 17.000 toneladas, colocando em xeque a sobrevivência dos cocoicultores, tendo em vista, a falta de mercado para comercialização de sua produção e a queda nos preços em função das importações. Essa diminuição de preços causou uma descapitalização dos produtores, deixando-os sem condições de aplicar as mínimas práticas de manejo, pois a receita obtida, na maioria das vezes, era insuficiente para cobrir os custos operacionais.
Em julho de 2002, o Sindicato dos Produtores de Coco (SINDCOCO) conseguiu sensibilizar as autoridades do Ministério da Indústria e Comércio que através do Grupo Executivo de Comércio Exterior (GECEX) aprovou a Medida de Salvaguarda do Coco, que limitou as importações do coco seca em até 3.957 toneladas para os 12 meses seguintes, 4.154 toneladas no segundo ano, 4.353 no terceiro ano e 4.550 no quarto ano. Esta medida poderá ser estendida por mais quatro anos e em seguida por mais dois. Isto seguramente irá beneficiar os cocoicultores, os quais terão garantia da colocação do seu produto para atender a demanda cada vez mais crescente de coco seco.


Em função das perspectivas favoráveis de mercado, a implementação de um plano de recuperação e renovação do coqueiral brasileiro, constitui-se portanto como de maior importância, sendo necessário para suprir o mercado interno de matéria-prima e conseqüentemente a manutenção das medidas de salvaguarda impostas pelo governo brasileiro que limitam provisoriamente a importação de coco.


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