quarta-feira, 3 de abril de 2013

COQUEIRO ANÃO É O MAIS PLANTADO


Gigante e pequeno comemoram
DA REPORTAGEM LOCAL

Além de ser comercializada em sua embalagem natural (a própria fruta), um volume significativo de água-de-coco está sendo vendido em caixinhas com 200 ml.
A Socôco produz hoje cerca de 6 milhões de unidades/mês da bebida, utilizando as marcas Socôco e Kero-Coco.
"Desde o seu lançamento, o produto foi um sucesso", afirma a gerente de marketing da empresa, Katia Rodrigues.
Ela conta que o primeiro lote de água-de-coco produzido pela Socôco foi de 144 mil unidades, e não foi necessária uma campanha intensa de marketing para promover as vendas.
Diferentemente do produto vendido nas ruas, a água, diz ela, é extraída do coco maduro, não do fruto ainda verde.
Isso porque o coco ralado e o leite-de-coco, carros-chefes nas vendas da empresa, são fabricados a partir da polpa da fruta.
A Socôco tem atualmente 550 mil coqueiros em produção, a maior parte deles no município paraense de Moju. A produção diária dessas árvores, segundo Katia, é de 250 mil frutas.
Com números mais modestos, o agricultor Jacimar Alves de Menezes, de Souza (PB), também descobriu no coco uma boa fonte de renda.
Além de comercializar a fruta, ele está vendendo sementes certificadas para o produtor de mudas paulista Nelson Barreto.
"Consigo tirar com o coco uma renda mensal de R$ 1.100, o que é um dinheirinho muito bom para quem mora nesta região", diz.


Texto Anterior: Agrobusiness: Produção de coco aumenta 25% em SP
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/agrofolh/fa2811200010.htm



Coqueiro-anão é o mais plantado

DA REPORTAGEM LOCAL 

O coqueiro-anão é a espécie mais cultivada em São Paulo, assim como nos demais Estados do Centro-Sul.
Isso ocorre porque seus frutos contém mais água do que outras espécies, como o coqueiro-gigante. O principal destino da produção é a venda do fruto verde para o consumo da água-de-coco.
Segundo José Antonio Alberto da Silva, da Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro, o coco se tornou uma opção para vários pequenos produtores de citros, de café e de cana da região.
"É uma maneira de diversificar a produção. O agricultor não fica dependendo apenas do desempenho de uma cultura para garantir sua renda", afirma.
Esse é o caso de Nelson Barreto, agricultor em Ocauçu, na região de Marília, no interior paulista.
Há cerca de nove anos, ele plantou os primeiros coqueiros em sua propriedade, intercalando-os em seu cafezal, que tem 17 ha.
Hoje, tem 3.300 árvores, das quais 1.200 estão em fase de produção. Ele consegue extrair cem cocos de cada uma por ano.
Hoje, o coco é a principal fonte de renda para o cafeicultor Barreto, que, além de vender a fruta, ainda comercializa mudas da planta.
Um de seus clientes, o pecuarista Ricardo Maggi, de Campos Novos Paulista (SP), também decidiu investir na cultura.
Ele comprou recentemente 18 mil mudas de Barreto, que devem iniciar sua produção em três anos. Maggi pretende usar 120 ha de sua propriedade.





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