sábado, 18 de maio de 2013

Coqueiro! o Grande Negocio


Coqueiro!



A água de coco e suas propriedades isotônicas impulsionam a produção de coco verde no país, inclusive no interior
O coqueiro é considerado a árvore da vida, dada a grande gama de produtos e subprodutos que podem ser obtidos da planta.
O consumo da água de coco verde no Brasil é crescente e significativo. A demanda é suprida pelo comércio do fruto e, principalmente, pela extração e envasamento da água, o que envolve pequenas, médias e grandes empresas.

Fruto
O coco possui uma camada externa grossa e fibrosa (casca).
A água-de-coco (endosperma líquido) preenche a cavidade central do fruto encerrada pela copra ou polpa (endosperma sólido). Em seu estado natural, a água é estéril (sem presença de microrganismos – fungos, bactérias etc) e é utilizada como isotônico natural.
O coco verde possui maior quantidade de líquido que o maduro ( ou coco seco ) e tem polpa tenra.
O sabor da água-de-coco é doce e levemente adstringente. Suas características são influenciadas, principalmente, pela variedade e o estágio de maturação do fruto, bem como pelas práticas agronômicas empregadas na lavoura (adubação, irrigação etc) e condições climáticas.
Planta
O coqueiro é uma planta da família Palmae (palmeira), introduzida no Brasil em 1553 pelos portugueses. É considerada a árvore da vida, dada a grande gama de produtos e subprodutos que podem ser obtidos da planta.
Três variedades de coqueiro são exploradas no país:
Coqueiro gigante

Planta de porte alto, atingindo cerca de 35 m de altura. Sua finalidade principal é o fornecimento de polpa (copra) para a indústria de derivados de coco ( coco ralado e leite de coco).
Inicia sua produção a partir de seis anos e meio. Tem a produção média de 70 frutos/planta/ano
Coqueiro anão

Planta de porte baixo, atingindo cerca de 12 m de altura, utilizado para atendimento do consumo de água-de-coco (“in natura” ou envasada). Começa a produzir com 2 anos e meio, apresenta produtividade de 120 frutos/planta/ano, podendo alcançar 250 frutos em sistemas irrigados
Coqueiro híbrido
Plantas de porte intermediário, atingindo cerca de 20 m de altura, com dupla finalidade de fornecimento de coco para a indústria e para água. Sua produtividade alcança de 120 a 150 frutos/planta/ano, com início de produção aos quatro anos pós-plantio.
Tem participação pouco expressiva na produção.
Cultivo




O coqueiro é uma planta de clima tropical, cultivado em cerca de 90 países, destacando-se o continente asiático, líder na produção e comercialização do fruto “in natura”e de seus subprodutos. Dentre as principais regiões brasileiras produtoras, o Nordeste destaca-se, produzindo cerca de 80% de toda a produção nacional.
A área de produção do coqueiro do tipo anão cresce rapidamente no Brasil, onde estima-se haver cerca de 50 mil hectares dedicados a essa variedade.
Dependendo da tecnologia utilizada, o coqueiro anão pode florescer com pouco mais de dois anos de idade e atingir, em função dos tratos culturais, de 200 a 250 frutos/pé/ano, o que proporciona maior rapidez no retorno dos investimentos realizados.
Precipitações acima de 1.500 mm, bem distribuídas, e insolação em torno de 2.000 horas são ideais. Temperaturas abaixo de 17° afetam o desenvolvimento da planta. A altitude também limita a produção de coco.
Áreas com mais de 400 m de altitude promovem a redução da produtividade, podendo inviabilizar economicamente a cultura.
Nas regiões com baixa precipitação anual ou com distribuição irregular de chuvas, a suplementação hídrica através da irrigação é fundamental para a obtenção de alta produtividade e estabilidade de produção.
A cultura do coqueiro anão irrigado, que pode produzir o ano todo, e a expansão da industrialização (que aumenta o tempo de vida de prateleira da água-de-coco), regulariza a oferta, reduzindo significativamente a sazonalidade da produção e dos preços.
Na colheita, deve-se também proceder à limpeza dos cachos, eliminando-se as ráquilas (rabicho do coco) para que não haja atritos com os frutos no transporte. Com isso, evitam-se ferimentos e o escurecimento da casca do coco, que prejudicam a aparência do fruto, dificultando a comercialização.
A comercialização da água-de-coco dentro do próprio fruto envolve problemas de transporte, armazenamento e perecibilidade do produto. Observam-se danos à aparência dos frutos durante o período de transporte e armazenamento. Além disso, os resíduos deixados pela casca da fruta durante sua extração tornam a água avermelhada após alguns dias.
Usos
Do coqueiro podem-se aproveitar diversas partes, como o fruto, as folhas, a inflorescência, entre outros produtos e subprodutos.
A casca do coco é usada na fabricação de cordas, tapetes, chapéus e encosto de veículos. O óleo é largamente usado na indústria alimentícia como óleo de mesa e também na produção de margarina, glicerol, cosméticos, detergentes sintéticos, sabão, velas e fluidos para freio de avião.
Mercado
O consumo da água de coco verde no Brasil é crescente e significativo. A demanda é suprida pelo comércio do fruto e, principalmente, pela extração e envasamento da água, o que envolve pequenas, médias e grandes empresas. As multinacionais de bebidas (refrigerantes), por exemplo, já visualizam o crescimento do mercado de bebidas naturais, em detrimento de refrigerantes e produtos artificiais.
O mercado de água-de-coco é quase totalmente suprido por plantas da variedade anã.
Estima-se que apenas 15% do mercado de água-de-coco seja suprido pelos plantios de coqueiro gigante.
A água pode ser extraída do fruto e comercializada, também, na forma congelada, resfriada, esterilizada, concentrada e desidratada (bebida obtida por meio de processo tecnológico adequado, não diluída e não fermentada, submetida a um processo adequado de desidratação cujo teor de umidade seja igual ou inferior a 3%).
A casca de coco verde é um subproduto do consumo e da industrialização da água de coco e tem se tornado um problema ambiental nos grandes centros urbanos, seja depositada nos lixões ou às margens de estradas, praias, lotes vagos etc.
É um material de difícil decomposição, levando mais de 8 anos para se decompor. Portanto, a utilização da casca do coco verde processada, além da importância econômica e social, é também interessante do ponto de vista ambiental. Cerca de 80% a 85% do peso bruto do coco verde é considerado lixo.
A fibra do coco madura já é utilizada na agricultura e na indústria. Já a fibra da casca do coco verde tem baixo aproveitamento e pode se tornar matéria-prima importante na produção de vasos, placas, substratos (para a produção de mudas ou em cultivos sem o uso do solo) e outros produtos. Suas fibras são quase inertes e têm alta porosidade. A facilidade de produção, baixo custo e alta disponibilidade são outras vantagens adicionais apresentadas por este tipo de material.
Para a obtenção da fibra e seu uso, a casca de coco passa por diversas operações, como corte, desfibramento, lavagem, trituração, secagem e, quando necessário, compostagem


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