sexta-feira, 3 de maio de 2013

Irrigação do Coqueiro Anão

Irrigação
Julio Roberto Araujo de Amorim
Métodos: irrigação

A cultura do coqueiro adapta-se bem a diversos métodos e sistemas de irrigação. Os principais métodos utilizados são: 1) Irrigação por superfície, sendo os sistemas por inundação e sulcos as formas mais utilizadas; 2) Irrigação por aspersão, através dos sistemas de aspersões convencionais, canhões e autopropelidos; e 3) Irrigação localizada, por meio dos sistemas de gotejamento superficial e subterrâneo e de micro aspersão.

Diante da atual necessidade de um gerenciamento dos recursos hídricos visando à sua conservação e economia, em função da crescente competição pelos múltiplos usos da água, recomenda-se utilizar os sistemas de irrigação localizada ou micro irrigação, por utilizarem menos água e proporcionarem maior eficiência de irrigação em comparação com os outros sistemas. Para solos arenosos, a micro aspersão é mais recomendada, uma vez que, com um único microaspersor, ao invés de vários gotejadores, consegue-se uma área de umedecimento do solo mais ampla, o que proporciona melhor distribuição das raízes no perfil do solo. Sempre que for conveniente e viável economicamente, sugere-se utilizar dois microaspersores por planta, com objetivo de aumentar a eficiência de aplicação ou distribuição de água e reduzir a potência exigida pelo conjunto moto-bomba. Em regiões onde a água é escassa e/ou de baixa qualidade, sobretudo se o solo for de textura franca (média) a argilosa, deve-se optar por um sistema de gotejamento, quer seja superficial ou subterrâneo. Esse sistema permite manter um determinado volume do solo continuamente umedecido, tanto espacial quanto temporalmente. Isto contribui para reduzir os efeitos prejudiciais da salinidade nas propriedades físicas e químicas do solo e no crescimento e produção da cultura. Para aumentar a eficiência de distribuição de água, recomenda-se utilizar o anel auxiliar 1 rabo de porco ou rabicho. O sistema de gotejamento subterrâneo, por utilizar todos os recursos da irrigação localizada, apresenta as seguintes vantagens comparativas: menor perda de água por evaporação, maior eficiência no uso de água e nutrientes, menor incidência de doenças e plantas invasoras, maior durabilidade dos materiais (tubulações), menor suscetibilidade aos tratos culturais, e possibilidade de mecanização de 100% da área e uso de águas residuais.
Contudo, é um sistema de mais difícil manutenção, por não se poder acompanhar visualmente e testar o funcionamento dos emissores que se encontram enterrados. É potencialmente suscetível ao acúmulo de sais, na camada compreendida entre a superfície do solo e a região acima da lateral, bem como à intrusão ou penetração de raízes nas linhas laterais dos gotejadores. Para prevenir os problemas de obstrução ou entupimento dos emissores, provocados por raízes ou qualquer outro material orgânico que se deposite em seus orifícios, recomenda-se evitar aplicar volumes de água insuficientes e operar o sistema à baixa pressão (menos de 55 Kpa08). Irrigação
Julio Roberto Araujo de Amorim
Métodos irrigação

A cultura do coqueiro adapta-se bem a diversos métodos e sistemas de irrigação. Os principais métodos utilizados são: 1) Irrigação por superfície, sendo os sistemas por inundação e sulcos as formas mais utilizadas; 2) Irrigação por aspersão, através dos sistemas de aspersões convencionais, canhões e autopropelidos; e 3) Irrigação localizada, por meio dos sistemas de gotejamento superficial e subterrâneo e de micro aspersão. Diante da atual necessidade de um gerenciamento dos recursos hídricos visando à sua conservação e economia, em função da crescente competição pelos múltiplos usos da água, recomenda-se utilizar os sistemas de irrigação localizada ou microirrigação, por utilizarem menos água e proporcionarem maior eficiência de irrigação em comparação com os outros sistemas. Para solos arenosos, a microaspersão é mais recomendada, uma vez que, com um único microaspersor, ao invés de vários gotejadores, consegue-se uma área de umedecimento do solo mais ampla, o que proporciona melhor distribuição das raízes no perfil do solo. Sempre que for conveniente e viável economicamente, sugere-se utilizar dois microaspersores por planta, com objetivo de aumentar a eficiência de aplicação ou distribuição de água e reduzir a potência exigida pelo conjunto moto-bomba. Em regiões onde a água é escassa e/ou de baixa qualidade, sobretudo se o solo for de textura franca (média) a argilosa, deve-se optar por um sistema de gotejamento, quer seja superficial ou subterrâneo. Esse sistema permite manter um determinado volume do solo continuamente umedecido, tanto espacial quanto temporalmente. Isto contribui para reduzir os efeitos prejudiciais da salinidade nas propriedades físicas e químicas do solo e no crescimento e produção da cultura. Para aumentar a eficiência de distribuição de água, recomenda-se utilizar o anel auxiliar1 rabo de porco ou rabicho. O sistema de gotejamento subterrâneo, por utilizar todos os recursos da irrigação localizada, apresenta as seguintes vantagens comparativas: menor perda de água por evaporação, maior eficiência no uso de água e nutrientes, menor incidência de doenças e plantas invasoras, maior durabilidade dos materiais (tubulações), menor suscetibilidade aos tratos culturais, e possibilidade de mecanização de 100% da área e uso de águas residuais. Contudo, é um sistema de mais difícil manutenção, por não se poder acompanhar visualmente e testar o funcionamento dos emissores que se encontram enterrados. É potencialmente suscetível ao acúmulo de sais, na camada compreendida entre a superfície do solo e a região acima da lateral, bem como à intrusão ou penetração de raízes nas linhas laterais dos gotejadores. Para prevenir os problemas de obstrução ou entupimento dos emissores, provocados por raízes ou qualquer outro material orgânico que se deposite em seus orifícios, recomenda-se evitar aplicar volumes de água insuficientes e operar o sistema à baixa pressão (menos de 55 kpa2 ).Essa intrusão também pode ser contornada aplicando-se 0,13 mL de Trifluralina3 por gotejador, duas a três vez por ano, em solos argilosos, e três a quatro vezes, em solos arenosos. Pedaço de mangueira conectado à linha lateral, formando um círculo em torno do caule da planta, no qual são distribuídos os emissores ou gotejadores.
 Unidade de pressão equivalente a 98,1 m.c.a. (metros coluna de água); ou seja: 1,00 m.c.a corresponde a aproximadamente 0,01 kPa (lê-se quilo Pascal).
 Nome comercial do produto PREMERLIM 600 CE. 22sistema de Produção 01 – Embrapa Tabuleiros Costeiros Sistema de Produção para a Cultura do Coqueiro
Necessidade de água da Cultura coqueiral!
A quantidade de água requerida pelo coqueiro depende de vários fatores, tais como: edáficos (tipo de solo, textura, teor de umidade, fertilidade), climáticos (radiação solar, temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento), biológicos (cultivar, idade, altura, área foliar e estado nutricional da planta) e manejo cultural (uso de quebra ventos e cobertura morta, controle fitossanitário e de plantas invasoras, fertilização, método e/ou sistema de irrigação utilizado, freqüência e tempo de aplicação de água). É indispensável o conhecimento, por parte do produtor, de que a cultura do coqueiro requer uma precipitação anual em torno de 1.500 mm, uniformemente distribuídos ao longo do ano, podendo sobreviver a períodos longos de estiagem. Porém, em condições de seca de mais de três meses, com menos de 50 mm de chuva por mês, a sua produtividade é severamente afetada. Os efeitos do estresse hídrico podem prolongar-se por até 30 meses depois, e manifestar-se como aborto de inflorescências e redução do número e tamanho dos frutos. Em ambientes onde o lençol freático se apresenta pouco profundo (isto é: 1 a 4 m), esses efeitos podem ser amenizados. Por sua vez, chuvas excessivas, especialmente pela manhã, também são prejudiciais por interferir na polinização e, conseqüentemente, na produção do coqueiro. Um suprimento de água adequado, portanto, constitui a principal exigência para o cultivo do coqueiro uma vez que esta cultura apresenta crescimento e produção contínuos, com frutos nos diversos estágios de desenvolvimento numa mesma planta. O coqueiro se desenvolve melhor quando o solo apresenta disponibilidade de água em torno da capacidade de campo, ou seja, sem exigir grandes esforços energéticos da planta para a absorção de água e nutrientes. O ideal seria o pomar receber, no mínimo, 130 mm de água por mês. Para tanto, faz-se necessário fornecer água ou complementar as necessidades hídricas da planta por meio da irrigação. Em geral, cultivares da variedade de coqueiro-gigante são mais tolerantes à seca do que cultivares híbridas. Estas, por sua vez, são mais tolerantes ao déficit hídrico do que as da variedade Anã. Dentre as três cultivarem Anãs existentes (verde, vermelho e amarelo), a verde é mais tolerante às condições adversas do ambiente e a amarela, mais suscetível. Sob condições regulares de suprimento de água, as cultivar híbridas apresentam maior produtividade do que as cultivares da variedade gigante; mas durante seca prolongada, as híbridas podem sofrer muito mais, resultando em sérias perdas de produtividade por um ou dois anos.
http://www.cpatc.embrapa.br/download/SP1.pdfIrrigação

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