sábado, 4 de maio de 2013

Produção e obtenção de Mudas Coco Anão

Humberto Rollemberg Fontes

A produção de mudas de coqueiro pode ser realizada utilizando-se os métodos tradicionais e alternativos. No primeiro caso utiliza-se germinadouro e viveiro onde a muda fica pronta para ser levada ao campo entre 10 a 12 meses de idade, quando apresenta em torno de oito folhas vivas podendo ser produzidas em raízes nuas e /ou em sacos plásticos. No sistema alternativo, as mudas são transplantadas diretamente do germinadouro para o campo, sem passar, portanto pela fase de viveiro, e levam em média 4 a 6 meses para serem produzidas, quando apresentam 3 a 4 folhas vivas. Considerando-se a maior praticidade e as vantagens oferecidas pelo método alternativo, será dada ênfase a este método por ser atualmente o mais utilizado entre produtores de mudas de coqueiro.
Seleção das sementes

As sementes devem ser coletadas de plantações legítimas tanto para a variedade Gigante quanto para a variedade Anã. As plantas matrizes a serem selecionadas para fornecimento de sementes devem apresentar legitimidade e estarem livres de ataques de pragas e doenças; apresentar estipe reto, cicatrizes foliares pouco espaçadas, grande número de folhas (30 a 35), cachos com muitos frutos, os quais devem ser bem apoiados sobre a base das folhas, com pedúnculo curto e numerosas flores femininas. Os frutos devem ser de tamanho médio e grande para coqueiro gigante e pequeno para o coqueiro anão. Com relação à utilização de sementes híbridas, estas somente devem ser adquiridas de fornecedores credenciados, que utilizam as técnicas de polinização controlada para cruzamento principalmente entre as variedades Gigantes e Anãs. Este procedimento deve ser supervisionado por pessoal técnico capacitado para que possa assim ser garantida a qualidade das sementes obtidas no que se refere a sua legitimidade. Convém ressaltar que as plantações de coqueiros híbridos originadas por este tipo de semente, não devem ser utilizadas como provedoras de sementes para novos plantios, uma vez que resultam em plantios desuniformes em relação a precocidade de produção e tamanho dos frutos, dentre outras, causando, conseqüentemente, prejuízos aos produtores. As sementes a serem utilizadas para produção de mudas devem ser colhidas completamente secas com aproximadamente 11 a 12 meses de idade e posteriormente estocadas para completar a maturação. Recomenda-se um período de estocagem de 10 dias para sementes de coqueiros anões e 21 dias para coqueiros gigantes.

Sistema de Produção

Sistema de Produção para a Cultura do Coqueiro Deve-se selecionar sementes de tamanho médio, arredondadas, livres da ação de pragas e doenças e que apresentem sinais de presença de água no seu interior.
Preparo da muda
Os germinadouros devem ser abertos com largura de aproximadamente 1 m, 20 cm de profundidade e comprimento variável em função do número de mudas que se quer produzir As sementes são distribuídas na posição horizontal e/ou vertical nos canteiros observando uma densidade de 10 a 15 sementes/m2 permitindo assim que, depois de germinadas, permaneçam no germinadouro até que apresentem desenvolvimento suficiente para que sejam levadas ao campo. Todo o viveiro deve ser mantido livre de ervas daninha principalmente gramíneas, por serem consideradas plantas hospedeiras de insetos vetores de doenças como a “podridão seca” do olho do coqueiro. A limpeza da área deve ser realizada regularmente, inclusive na área externa, abrangendo uma faixa mínima de 10m. A adubação nesta fase embora proporcione melhoria do estado nutricional e do aspecto geral das plantas, não interfere no desenvolvimento das mudas, considerando-se que as estas são repicadas muito jovens para o campo. A utilização por alguns viveiristas, de uma adubação orgânica de lastro nos germinadouros, associada a uma cobertura morta das sementes, tem-se constituído numa excelente opção para obtenção de mudas de muito boa qualidade sem a utilização de fertilizantes químicos. Esta prática, além de reduzir os custos com capinas manuais, eliminou o problema de perda de mudas decorrente da queima do broto terminal, normalmente observada em solos arenosos, a qual pode ser atribuída ao aquecimento excessivo da camada superficial do solo. A cobertura morta, além de reduzir a sua amplitude térmica, proporciona um aumento da retenção de água, favorecendo, assim, o processo germinativo. A utilização de uma adubação foliar à base de uréia (2%) pode ser empregada como fonte de nitrogênio, com o objetivo de melhorar a coloração das folhas. A irrigação do germinadouro é de fundamental importância para acelerar a velocidade de germinação das sementes. A necessidade de água nesta fase é de 6 a 7 mm/dia ou seja, 6 a 7 litros de água/m², que corresponde a 60.000 a 70.000 litros/água/ha/dia. Recomenda-se a aplicação da irrigação em dois turnos: início da manhã e final da tarde. A transferência das mudas para o campo é realizada, em média, a partir do quinto mês de instalação do germinadouro, quando estas são levadas diretamente para o local definitivo de plantio com 3 a 4 folhas vivas em média. Nesta oportunidade as raízes devem ser podadas devendo as mudas permanecer à sombra até o momento do plantio, o qual deverá ser o menor possível evitando desidratação das mesmas. Além do menor custo, a utilização de mudas mais jovens apresenta vantagens, em função do maior índice de pega observado em campo, maior teor de reservas das sementes e menor área foliar da muda.
http://www.cpatc.embrapa.br/download/SP1.pdf

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