sábado, 1 de junho de 2013

PLANTIO DE CÔCO AVANÇA EM QUISSAMÃ, NO RIO DE JANEIRO



Em 2002, a colheita somou oito milhões de frutos - 50% a mais do que em 2001. Este ano, a produção deve dar um novo salto e crescer 40% comparativamente a safra de 2002. O município estima faturar R$ 12 milhões com a comercialização dos frutos. A alta produtividade dos coqueirais e a acentuada doçura da água também abriram as portas do mercado externo aos 90 produtores da região. A primeira leva, de 14,4 mil cocos, deverá ser embarcada já este mês e destina-se à Inglaterra. Dessa forma, Quissamã começa a concretizar o projeto de direcionar suas exportações para a Europa. Nos próximos quatro anos, quando os 60% restantes dos 1,27 mil hectares de coqueirais estiverem produzindo, Quissamã espera colher cerca de 30 milhões de frutos por ano, tornando-se o primeiro município produtor de côco do ranking fluminense.

Mercado doméstico 

Os cocos de Quissamã são destinados aos mercados do Norte Fluminense, da Região dos Lagos e do Rio de Janeiro, para onde os frutos selecionados, de acordo com os padrões de tamanho e volume de água estimado, são vendidos in natura. Os frutos fora de padrão servem de matéria-prima para a envasadora de água de coco criada pela Cooperativa Mista dos Produtores Rurais de Quissamã. Com capacidade para produzir 200 mil garrafas de 300 ml por mês, a envasadora, que vende a água Coco Quissamã ao mercado do Norte Fluminense, fará sua estréia este mês no Grande Rio, com 120 mil unidades mensais. 

Água de coco envasada

De acordo com o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Econômico de Quissamã, Haroldo Carneiro da Silva, a cooperativa recebeu investimentos de R$ 600 mil para envasar água de coco. Os recursos vão retornam à prefeitura no prazo de 10 anos, por meio do fornecimento de garrafas de água de coco para a merenda escolar. ´Nosso objetivo é incentivar o cooperativismo e difundir novas tecnologias de produção para aumentar a qualidade dos produtos e os índices de produtividade´, afirma Silva. De acordo com o presidente da cooperativa, Norman Steiner, o objetivo da cooperativa é estender a capacidade de produção da envasadora para 600 mil garrafas mensais. ´Ainda não temos frutos suficientes para elevar a produção neste patamar, mas queremos pelo menos alcançar produção superior a 300 mil garrafas mensais em 2004 e deixar a estrutura pronta para crescer continuamente´, explica Steiner. Segundo ele, quando todos os investimentos estiverem concluídos, a envasadora terá recebido verbas de R$ 1,5 milhão. Os investimentos dos produtores de coco de Quissamã já somaram cerca de R$ 12 milhões. ´Cada hectare plantado, que começa a dar os primeiros frutos após quatro anos, requer investimentos de R$ 10 mil. O faturamento bruto por hectare de coco alcança R$ 8 mil a R$ 10 mil por ano, com custo de R$ 4 mil no mesmo período´, afirma Silva. Segundo ele, a prefeitura investiu R$ 3 milhões projetos de irrigação e geração de energia, além de melhorias nas estradas, para facilitar o escoamento da produção. 
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