quinta-feira, 25 de julho de 2013

Mudas de Coqueiro Anão- Aspectos morfológicos do caule e da folha do coqueiro anão (Cocos nucifera L.)

No Brasil, a cultura do coqueiro (Cocos nucifera L.)
encontra-se distribuída desde o Equador até o
Trópico de Capricórnio, sendo que mais de 90% dos
coqueirais localizam-se no Nordeste, entre os
paralelos 3° e 18° S. Nessa região existem
variações edafo-climáticas que interferem no ritmo
de crescimento (Passos, 1997), podendo, também,
ocasionar modificações na morfologia da planta
(Child, 1974). Por ser uma monocotiledônea, o caule
do coqueiro não possui câmbio e conseqüentemente
não tem crescimento secundário lateral, todavia
condições ecológicas desfavoráveis provocam
redução na espessura do estipe, que volta ao
normal, acima desse ponto, quando as condições
voltam a ser favoráveis. No entanto, as deformações
morfológicas desses períodos de estresse
permanecerão para sempre na planta (Fremond et
al., 1969). O comprimento da folha depende da
variedade, do ambiente e da idade da planta,
podendo, no coqueiro anão, ultrapassar 4 m
(Ramadasan & Mathew, 1987).
A diferenciação de cultivares de coqueiro
normalmente é feita considerando aspectos de
coloração e arquitetura da planta, sem quantificação
das diferenças morfológicas. O conhecimento de
caracteres morfológicos precisos serve de subsídio
para os trabalhos de melhoramento genético do
coqueiro e para avaliação do manejo mais adequado
dessa cultura.
 Com o objetivo de conhecer as características
morfológicas do caule e da folha de quatro
cultivares do coqueiro anão, o trabalho foi
conduzido no Campo Experimental do Betume,
pertencente à Embrapa Tabuleiros Costeiros, no
município de Ilha das Flores (10°26'S, 36°32'W,
28 m de altitude), Sergipe. Utilizou-se plantas com
10 anos de idade, cultivadas em solo do tipo
neossolo quartzarênico, plantadas no espaçamento
7,5 x 7,5 m, em triângulo equilátero. O experimento
foi delineado ao acaso, com quatro tratamentos
(cultivares) e seis repetições, sendo avaliadas as
seguintes cultivares: Anão Vermelho de Camarões
(AVC), Anão Vermelho de Gramame (AVG), Anão
Amarelo de Gramame (AAG) e Anão Verde de Jiqui
(AVeJ).
Os caracteres morfológicos avaliados foram a
circunferência do caule, na base e a um metro de
altura, comprimento da folha, número de folíolos na folha 3,
 comprimento do folíolo e largura do folíolo.
Todos os dados foliares foram tomados na folha 9 a
partir do ápice. Foram realizadas análises de
variância e as médias comparadas pelo teste de
Tukey a 5% de probabilidade.
O coqueiro anão apresenta pequena ou quase
nenhuma dilatação na base do caule ao contrário do
que ocorre com o coqueiro gigante (Menon &
Pandalai, 1958). No entanto pôde-se observar
(Figura 1-A) que essa dilatação da base do caule
difere entre as cultivares de anões. O AVG
apresentou uma circunferência de 105 cm, sendo
mais espesso que as demais cultivares, enquanto
no AVeJ a dilatação da base do caule é menos
acentuada, com uma circunferência de 80,7 cm,
sendo significativamente inferior ao AVG e ao AAG.
Pôde-se observar na Figura 1-B que a um metro de
altura, essa circunferência foi reduzida em 20, 35,
24 e 15 cm respectivamente para o AVC, AVG,
AAG e AVeJ, havendo diferença significativa
somente do AVG em relação ao AVC e ao AVeJ.
As demais cultivares não diferem significativamente
entre si.
Fonte:http://www.cpatc.embrapa.br/download/CT13.pdf

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