terça-feira, 10 de setembro de 2013

Chegada de grupo holandês movimenta cultura do coco na Bahia

Plano para estruturar cadeia produtiva e facilitação no acesso ao crédito devem beneficiar produtores do litoral norte do estado
por Globo Rural On-line

 Shutterstock
Uma linha especial de crédito para a cultura do coco deve ser criada na Bahia para atender os agricultores do litoral norte do estado. Uma comissão foi formada com representantes da secretaria de Agricultura local, do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), do Banco do Brasil (BB), da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), daEmbrapa, do grupo holandês Aurantiaca e do município de Conde, com o objetivo de formatar o documento que será assinado ainda em novembro, durante a Fenagro 2011, maior evento da agropecuária da Bahia. Haverá ainda a elaboração do Plano de Estruturação da Cadeia Produtiva do Coco do Litoral Norte. 

Com 83 mil hectares plantados, a Bahia é líder do ranking nacional, com produção anual superior a 500 milhões de frutos. Somente o município de Conde possui 15 mil hectares plantados, área que somada aos 11 mil hectares de Jandaíra, cidade vizinha, supera o espaço destinado ao cultivo de coco no Pará. 

A cultura ganha força no litoral norte baiano com a chegada da empresa Aurantiaca, que está construindo a primeira fábrica de fibra de coco da Bahia, em Conde. A nova indústria vai gerar cerca de 500 empregos diretos e três mil indiretos, numa região que tem população estimada em mais de 12 mil pessoas. O complexo industrial terá capacidade para processar um milhão de cocos por dia. 

A Aurantiaca vai produzir inicialmente fibra, processando a casca do coco seco, matéria-prima que hoje é descartada, e nos estágios seguintes produzirá o óleo e a água do fruto. “Até junho de 2012, a unidade de fibras já estará em operação. Até o final do próximo ano, as obras estarão totalmente concluídas e a inauguração do complexo deverá acontecer no início de 2013”, afirma Piet Henk Dörr, sócio da companhia. 

A indústria vai produzir 50% da matéria-prima e o restante será comprado do produtor, essencialmente agricultor familiar, num sistema de integração. 

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